"E eu não espero que me vejam por dentro, desejo apenas que não me julguem pelo que veem por fora." (Monalisa Macedo)

















terça-feira, 22 de junho de 2010

Mulher Sem Razão

Saia desta vida de migalhas
Desses homens que te tratam
Como um vento que passou

Caia na realidade, fada
Olha bem na minha cara
Me confessa que gostou
Do meu papo bom
Do meu jeito são
Do meu sarro, do meu som
Dos meus toques pra você mudar

Mulher sem razão
Ouve o teu homem
Ouve o teu coração
Ao cair da tarde
Ouve aquela canção
Que não toca no rádio

Pára de fingir que não repara
Nas verdades que eu te falo
Dê um pouco de atenção

Parta, pegue um avião, reparta
Sonhar só não dá em nada
É uma festa na prisão

Nosso tempo é bom
E nem vemos de montão
Deixa eu te levar então
Pra onde eu sei que a gente vai brilhar

Mulher sem razão
Ouve o teu homem
Ouve o teu coração
Batendo travado
Por ninguém e por nada
Na escuridão do quarto

Ouve o teu coração
Ao cair da tarde
Ouve aquela canção
Que não toca no rádio


Adriana Calcanhotto
Composição: Bebel Gilberto / Cazuza / Dé Palmeira

Migalhas

Sinto muito mas não vou medir palavras
Não se assuste com as verdades que eu disser
Quem não percebeu a dor do meu silêncio
Não conhece o coração de uma mulher
Eu não quero mais ser da sua vida
Nem um pouco do muito de um prazer ao seu dispor
Quero ser feliz
Não quero migalhas do seu amor
Do seu amor

Quem começa um caminho pelo fim
Perde a glória do aplauso na chegada
Como pode alguém querer cuidar de mim
Se de afeto esse alguém não entende nada
Eu não quero mais ser da sua vida
Nem um pouco do muito de um prazer ao seu dispor
Quero ser feliz
Não quero migalhas do seu amor
Do seu amor

Não foi esse o mundo que você me prometeu
Que mundo tão sem graça
Mais confuso do que o meu
Não adianta nem tentar
Maquiar antigas falhas
Se todo o amor que você tem pra me oferecer são migalhas
Migalhas

Eu não quero mais ser da sua vida
Nem um pouco do muito de um prazer ao seu dispor
Quero ser feliz
Não quero migalhas do seu amor
Do seu amor
Sinto muito mas não vou medir palavras
Sinto muito

Simone (composição: Erasmo Carlos)

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Quase...

"Ainda pior que a convicção do não e a incerteza do talvez é a desilusão de um quase.
É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi.
Quem quase ganhou ainda joga, quem quase passou ainda estuda, quem quase morreu está vivo, quem quase amou não amou.
Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas idéias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono.
Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna; ou melhor, não me pergunto, contesto. A resposta eu sei de cór, está estampada na distância e frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos “Bons dias", quase que sussurrados. Sobra covardia e falta coragem até pra ser feliz.
A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai.
Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, sentir o nada, mas não são. Se a virtude estivesse mesmo no meio termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza.
O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si.
Não é que fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao alcance, para as coisas que não podem ser mudadas resta-nos somente paciência, porém, preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer.
Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; pros amores impossíveis, tempo.
De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance.
Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar.
Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando porque, embora quem quase morreu esteja vivo, quem quase vive já morreu."

Sarah Westphal

Faz tempo...

Há muito tempo eu não escrevo estou me sentindo meio esquecida.
“Penso , logo existo.”
Estou precisando existir.
Essa é a minha forma de existir... Escrevendo, colocando no papel as minhas emoções.
É assim que me abro, que me deixo à mostra, que revelo os meus sentimentos.
O papel é a minha forma de expressão, o papel é o meu companheiro,
é o meu confidente, é o meu refúgio.
Só ele sabe o que tenho em mente e o que tenho dentro do coração.
Aqui ficarão registradas as palavras que falei, as que não falei
e talvez nunca fale.
As letras aqui escritas serão as palavras nunca ditas, mas a mensagem será deixada, será lida e será entendida.
Enquanto houver sentimento haverá palavras,
Enquanto houver palavras, haverá diálogo,
Enquanto houver diálogo, haverá entendimento,
E enquanto houver entendimento, haverá harmonia.
E essa harmonia será o ponto de equilíbrio entre as minhas idéias, as minhas palavras e os meus sentimentos...

Críticas

Você me critica porque os meus defeitos te incomodam,
Ou porque isso é o que eu tenho mais parecido com você?
Toda vez que ouço as suas críticas gratuitas tenho a impressão de que fazendo assim,
você me distrai a ponto de eu não ter tempo pra ver os seus defeitos também.
Criticar os outros é uma forma de se camuflar, de se tornar invisível.
Mas enquanto você critica, você tropeça nos seus próprios defeitos, nas suas inseguranças, deixando à mostra o seu ego ferido.
Talvez assim você se sinta uma pessoa melhor, essa é a sua forma de extravasar, de dizer que você também tem medo, que tá sozinho e que tem vontade de chorar.
Mas cuidado, você pode machucar alguém, você pode deixar de viver algo especial, com alguém mais especial ainda por causa do seu ego tão crítico.
O mundo não é culpado pelos seus erros, nem todas as pessoas são responsáveis pelo o que te aconteceu, não culpe o mundo, não culpe ninguém.
A maioria das nossas frustrações está diretamente relacionada às nossas escolhas.
Se você escolheu mal, apenas reconheça.
Não se culpe.
Faça certo da próxima vez...

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Insegurança

Medo de quê?
Medo de perder?
Medo de nunca ganhar?
Medo de ganhar e depois perder?
Insegurança...
A definição de que nada é pra sempre,
que o pra sempre também acaba.
A certeza de que "eterno" são as lembranças que levaremos
pra sempre em nossas mentes.
Isso sim, ninguém rouba, leva embora ou apaga!
Insegurança...
Ausência de proteção, falta de alguém pra cuidar de mim,
dos meus medos, das minhas dores...

sexta-feira, 19 de março de 2010

AUSÊNCIA

Só eu sei o caminho que tive que percorrer pra chegar até aqui.
As pedras que encontrei ao longo da estrada.
As pedras que me atiraram e as que eu também atirei.
O medo que senti.
As noites de solidão que amarguei.
As lágrimas que derramei e tantas foram... Chorei o mar.
E ainda choro, me encontro sozinha, sem rumo, sem direção.
Olho ao meu redor e não vejo em que me apoiar, não vejo uma mão amiga.
Alguém que pudesse apenas me ouvir, me abraçar e dizer “estou com você, não precisa ter medo.”
Os dias parecem tão iguais, não há o que esperar.
Nada de novo acontece.
O medo ainda é visível, os meus fantasmas continuam aqui, só pra me fazerem lembrar as minhas fraquezas.
O meu dia começa sem brilho, a minha noite se transforma em vazio...
Acordo assim, com medo do que ainda poderá vir.
Ausência de sonhos, ausência de fé, presença da solidão.
Os anos passam correndo, mas os dias parecem intermináveis.
Quanto tempo faz? Onde foi que eu me perdi?
Onde e quando vou me encontrar? Será que encontrarei o que sonhei um dia?
Tantos sonhos perdidos, quantas fantasias jogadas pelo chão, quantas palavras ao vento.

segunda-feira, 8 de março de 2010

DESCOBERTA

COM O TEMPO DESCOBRE-SE TANTAS COISAS...
POR EXEMPLO, DESCOBRE-SE QUE NÃO PRECISA ESTAR DOENTE PRA SENTIR DOR;
SER FEIO, PRA SER REJEITADO; NÃO TER NADA PRA SENTIR-SE INFELIZ OU ESTAR SOZINHO PRA SENTIR SOLIDÃO.
OS DIAS PASSAM, PESSOAS VÃO E VÊEM, MAS A HISTÓRIA PARECE SER A MESMA. APENAS COM PERSONAGENS DIFERENTES.
O QUÊ EU AINDA NÃO VIVI?
O QUÊ EU AINDA NÃO SONHEI?
O QUÊ EU AINDA NÃO DISSE?
O QUÊ EU AINDA NÃO OUVI?
CADÊ A ORIGINALIDADE DA VIDA?
QUERO O QUE NÃO SE PODE EXPLICAR...

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Meus atos não condizem com os meus planos

E o meu castelo de areia desmoronou...
Não aguento mais ver os meus sonhos se desfazerem...
Quando penso que vai dar certo...
A dúvida chega e me tira toda a certeza
A minha paz.
E eu fico aqui,
Inerte.
Vazia.
Sozinha.
Triste.
Às vezes choro (pior é quando isso não acontece).
O que é que eu vou fazer?
Cada vez que digo que não
A minha conduta diz sim.
Os meus atos não condizem com os meus planos.
Quando digo que vou mudar
Acabo fazendo tudo exatamente igual...
Queria tirar do peito esse peso, essa agonia.
Quem sabe se eu mudasse de cidade?
Onde ninguém me olhasse trazendo à tona o meu passado...
Uma nova vida.
Um novo sonho pra sonhar...
Acho que não ia adiantar,
A vida só muda
Quando a gente muda!

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Ser feliz...

HOJE EU ACORDEI ME SENTINDO NA OBRIGAÇÃO DE SER FELIZ
O TEMPO PASSOU, VIVI MOMENTOS BONS, VIVI MOMENTOS RUINS
E APRENDI A NÃO DESPERDIÇAR AS OPORTUNIDADES
POIS NEM UM DIA É IGUAL AO OUTRO, NUNCA VAIR SER.
AS COISAS MUDAM SEMPRE DE LUGAR, NUMA ORDEM OU NOUTRA,
MAS MUDAM.
E HOJE EU QUERO VIVER ESSE MOMENTO, CURTIR ESSA OPORTUNIDADE
QUE A VIDA ESTÁ ME DANDO.
O QUE PEDI A DEUS EM ORAÇÃO, TÁ CHEGANDO.
É HORA DE ESQUECER O PASSADO, VIVER O PRESENTE
E SONHAR COM O FUTURO.
NÃO DIGO PRA “SEMPRE”, MAS QUE SEJA ETERNO ENQUANTO DURAR...
HOJE EU SÓ QUERO É SER FELIZ!

(Obrigada Senhor, por esse momento lindo!)