"E eu não espero que me vejam por dentro, desejo apenas que não me julguem pelo que veem por fora." (Monalisa Macedo)

















terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Despedida...


Você não sabe, mas eu só voltei para me despedir...
O relógio está correndo, as horas estão lutando contra aquilo que eu gostaria de fazer parar: o tempo.
Vou tentar aproveitar cada segundo ao seu lado, sabendo que estas últimas horas serão cruciais para embalar e guardar de vez tudo o que vivemos.
Os sonhos que um dia eu sonhei ficaram para trás, aquilo que a gente não realizou será cobrado em minha memória durante algum tempo... Até que tudo seja esquecido.
Como uma câmera de longo alcance, focarei cada gesto, cada sorriso, cada olhar, congelando-os em minha memória fotográfica, para fazê-los voltar quantas vezes eu quiser, quantas vezes eu puder... Até que essas imagens sejam gastas o bastante e sumam aos poucos, levando tudo que um dia já foi belo, já foi lindo e já me fez feliz.
Quando eu estiver longe o bastante olharei para trás, verei todo o caminho percorrido, verei as minhas pegadas se perderdendo na estrada, algumas vão estar apagadas, pois eu não quero deixar pistas. Mas o que eu realmente não quero ver é o seu rosto, espero que você já tenha sumido de vista e eu não corra o risco de ver nenhuma sombra do que você foi e do que você é para mim.
Quero aproveitá-lo hoje, quero senti-lo hoje, quero viver o resto dessa história agora, porque amanhã quando eu virar as costas para partir não quero ouvir nenhuma palavra de súplica, de desespero e de interrogação. A minha decisão está tomada e não haverá nada que me faça mudar de idéia. Aproveite a minha companhia o suficiente também, não desperdice esse tempo, é só o que lhe resta.
Logo estarei de partida e você pode não estar atento para perceber, aproveite-me hoje...



Tem horas que tudo o que eu queria era esquecer... (uma amnésia profunda e infinita) que apagasse tudo o que eu tenho tentado tirar da memória...

Esquecer é tarefa da cabeça, não do coração!

Sonhos (impossíveis /improváveis)?

♫ Eu quero a sorte de um amor tranquilo...♫



Quero ter uma casa feliz, uma família feliz!















Quero um quarto grande e espaçoso onde caiba todas as minhas alegrias!


Quero acordar e de vez em quando ter uma bela vista da minha janela...












Quero ser uma super mulher para os meus filhos e marido...


Quero morrer de dúvidas, das cores, tamanhos e altura, ah como eu quero!











Sapatos precisam combinar com a roupa...e um closet dos dois seria maravilhoso!!!!


Ah! Não posso esquecer o cantinho da sabedoria, quero ter a minha sala de leitura, eu amo livros!












Acho que vou querer ter um cachorro, seria bom ter alguém tão fiel como dizem, rsrs!


Eu prometo a mim (dedinhos fazendo figa pra dá sorte) que eu vou aprender tocar violão!











Pra completar...


 ♫ E algum trocado pra dá garantia... ♫



Algumas coisa entre a gente (eu e você) nunca vão dá certo, nunca serão perfeitas, jamais serão iguais, mas aquilo que for bom eu quero curtir intensamente!!!!

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

A vida me ensinou


A vida me ensinou...
A dizer adeus às pessoas que amo, sem tirá-las do meu coração.
Sorrir às pessoas que não gostam de mim, para mostrá-las que sou diferente do que elas pensam.
Fazer de conta que tudo está bem quando isso não é verdade, para que eu possa acreditar que tudo vai mudar.
Calar-me para ouvir; aprender com meus erros, afinal, eu posso ser sempre melhor.
A lutar contra as injustiças; sorrir quando o que mais desejo é gritar todas as minhas dores para o mundo.
A ser forte quando os que amo estão com problemas;
Ser carinhoso com todos que precisam do meu carinho;
Ouvir a todos que só precisam desabafar;
Amar aos que me machucam ou querem fazer de mim depósito de suas frustrações e desafetos.
Perdoar incondicionalmente, pois já precisei desse perdão;
Amar incondicionalmente, pois também preciso desse amor;
A alegrar a quem precisa;
A pedir perdão;
A sonhar acordado;
A acordar para a realidade (sempre que fosse necessário).
A aproveitar cada instante de felicidade.
A chorar de saudade sem vergonha de demonstrar;
Me ensinou a ter olhos para "ver e ouvir estrelas", embora nem sempre consiga entendê-las;
A ver o encanto do pôr-do-sol;
A sentir a dor do adeus e do que se acaba, sempre lutando para preservar tudo o que é importante para a felicidade do meu ser;
A abrir minhas janelas para o amor;
A não temer o futuro;
Me ensinou e está me ensinando a aproveitar o presente, como um presente que da vida recebi, e usá-lo como um diamante que eu mesmo tenha que lapidar, lhe dando forma da maneira que eu escolher.
 
(Charlie Chaplin)

Arriscando...

...Como se eu me atirasse de um precipício, como se eu apostasse no cavalo que vai perder, como se eu já soubesse o final da história.
Ainda assim arrisco uma, duas, três vezes em tentar ser feliz com você, sabendo que cada minuto pode ser o último.
Como se esperasse o próximo golpe, a próxima tristeza, a última gota d’água para a próxima discussão.
Aposto todas as minhas fichas em algo que posso não ganhar.
Finjo que não me importo, sufoco meu ciúme, me faço de indiferente...
Carregando a dúvida, o medo e a incerteza como companhias ao meu lado.
Não me importando de sofrer de novo, de quebrar a cara mais uma vez.
Se isso acontecer, junto os cacos e me refaço... Como tantas outras vezes...


sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Corinne Bailey Rae - Put Your Records On

Parabéns Salete!

Sempre que eu tiver que te desejar algo, vou desejar o melhor.
Sempre que eu pensar em você, vai ser com carinho.
Sempre que eu pedir a Deus por você, vou pedir para que sejas muito feliz.
Sempre que você ficar triste, eu ficarei triste também.
Sempre que você sorrir, eu quero estar por perto para sorrir junto com você.
Mas caso você precise de alguém para desabafar e chorar eu também estarei aqui.
Que as tristezas de ontem não te impeçam de ver a alegria do amanhã.
Que as nuvens que escurecem o seu dia não a impeça de ver o sol brilhar.
Que as palavras de desânimo não te roubem as forças para continuar acreditando.
Que as desilusões da vida não tirem a esperança dos seus sonhos.
Que as pessoas más que existem não te façam desistir de acreditar na humanidade.

Pouco tempo se passou desde que nos conhecemos, mas parece que foi uma vida inteira. Tantas coisas compartilhamos, tantas alegrias e algumas tristezas também, mas é para isso que servem os amigos, para dar apoio, para fortalecer e para dar sentido a vida. Agradeço a Deus a sorte de te conhecer. Mesmo que o destino nos leve por caminhos diferentes e por algum motivo nos afaste, levarei sempre em meu coração a sua simplicidade, a sua alegria contagiante, o seu sorriso de menina e a sua dedicação para com todos aqueles que você ama. Continue sendo essa pessoa maravilhosa que você é. Deus a fez assim, ele quis que você fosse assim, então, se alguém disser que você não é uma pessoa que vale a pena, é porque essa pessoa também não vale a pena para você!


Seja muito feliz hoje e sempre! Feliz aniversário!


Com amor,

Milka Lopes

"Para minha solidão vou,/ Da minha solidão venho,/ Porque para andar comigo/Me bastam meus pensamentos."

(Lope de Vega)

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Feliz Aniversário – a morte nossa de cada dia nos dai hoje


Morre-se aos poucos. Por que haveria pressa, se não há um prazo oficial? Mas a certeza da morte deveria estar presente em cada acordar, em cada adormecer, em cada aniversariar. A cada dedicatória de parabéns, morre-se um pouco mais. Não pelo gesto em si, mas pelo tempo que ele consome e pelo que significa: ter menos um ano de vida.

Morre-se tanto e vive-se tão pouco que, ao olhar em volta, custa acreditar que o que está ali é uma opção e não uma obrigação. Impôs-se um preço alto demais pelo viver, pela liberdade. E reclama-se da falta de tempo, da falta de vida. A lógica perversa de um sistema autoimposto.

A morte chegará em breve. Não importa se é secular a distância pela qual ela está afastada hoje. Ao ser tomada – sempre de assalto –, sua vítima terá a certeza de que foi curta a vida e que, se houvesse ainda mais tempo, faria tanto mais. Será tarde e, certamente, quem isso pensar há que ter vivido sem a perspectiva da certeza do perecimento em mente a cada dia. Quem opta por viver com esse fantasma vive uma vida desesperada, intensa, mas vive. Aos demais o drama do extinguir-se lentamente. A espera do inexorável fim.

Ninguém quer morrer. A doce exceção dos suicidas, que se tornaram detentores do próprio tempo, da própria vida. Senhores do próprio momento do apagar das luzes, da hora de sair de cena. Aos outros cabe respeitar e buscar entender a decisão. É impossível viver a vida do outro, vestir seus sapatos justos. Qualquer julgamento é hipócrita, destemperado e vil.

Entre os que não querem morrer, o principal motivo é um tal amor à vida que não se vê na prática. Um amor à vida que não se vive. Amar a vida é não ignorar a passagem do tempo. Envolve-se tanto em pormenores mundanos secundários que a areia fina do real valor escorre entre os dedos frágeis. Sob os pés o rio de correnteza bravia e acelerada que leva a areia que nunca voltará.

Se viver é morrer, o que fazer? Aceitar a morte. Aceitar o óbvio. E viver. Viver como se a morte fosse chegar no próximo dia, na próxima hora, no próximo segundo. Viver uma vida visceral, frugal, imperfeita na forma e perfeita no sentido. Uma vida com significado, com significância. Uma vida de dor, de amor, de desejo, de paixão, de entrega, intensa. Uma vida de abandono do que não vale, do que não faz sentir plenitude, do que não interessa, do que não traz respeito. Uma vida digna. Uma vida que faz bem, que respeita o outro e que o completa. Que completa todos os outros. Uma vida que significa em si e por si. Uma vida viva.

E que a morte chegue lépida como o esperado. Que chegue certeira. Que leve um corpo exausto e pleno. Um corpo que viveu intensamente. Um corpo verdadeiramente vivo.
Que a morte venha e acabe com uma vida que valeu a pena ter sido vivida.



(Extraída do site umaspoucaspalavras.com.br)