"E eu não espero que me vejam por dentro, desejo apenas que não me julguem pelo que veem por fora." (Monalisa Macedo)

















quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012



“as maiores loucuras não tem justificativas, porque se tivessem, não seriam loucuras...”


Nem tão bem, nem tão mal. Mas queria estar melhor, ainda não sei o que fazer. Sinto-me culpada (um pouco), mas sei que talvez você também saiba que errou. Mas se você me ligasse, me falasse qualquer bobagem que me fizesse rir, se você me desse um beijo... Juro que ia passar!





terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Valentine's Day (Dia de São Valentin)



A história do Dia de São Valentim remonta a um obscuro dia de jejum tido em homenagem a São Valentim. A associação com o amor romântico chega depois do final da Idade Média, durante o qual o conceito de amor romântico foi formulado.
O bispo Valentim lutou contra as ordens do imperador Cláudio II, que havia proibido o casamento durante as guerras acreditando que os solteiros eram melhores combatentes.
Além de continuar celebrando casamentos, ele se casou secretamente, apesar da proibição do imperador. A prática foi descoberta e Valentim foi preso e condenado à morte. Enquanto estava preso, muitos jovens lhe enviavam flores e bilhetes dizendo que ainda acreditavam no amor. Enquanto aguardava na prisão o cumprimento da sua sentença, ele se apaixonou pela filha cega de um carcereiro e, milagrosamente, devolveu-lhe a visão. Antes da execução, Valentim escreveu uma mensagem de adeus para ela, na qual assinava como “Seu Namorado” ou “De seu Valentim”.




quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Semente


Quantas partes de mim ainda vai ter que morrer pra eu me sentir viva?
Sentir dor é uma das formas de sentir-se viva. Às vezes é preciso morrer para poder nascer, florescer. Quer um exemplo?
Toda semente ao ser plantada na terra morre para poder nascer, florescer e dar frutos.
Sem querer e sem saber o porquê, coisas do passado jogadas há tempos no mar do esquecimento, teimam em subir à superfície. É nessas horas que a gente percebe que essa parte de nós está morta, já não dói mais, está inerte, totalmente imóvel, sem vida. Em contraste com isso, sentimos a parte viva inquietar-se, agitar-se nos questionamentos sem respostas.
Nessa confusão de sentimentos, nos misturamos entre o que está vivo e o que já morreu. Como siameses com vários membros, duas cabeças, mas um só coração... Impossível separar.
Até quando vou me sentir morta?
Quantos pedaços de mim ainda terão que morrer?

Eu amo entrar aqui todos os dias, vasculhar os comentários, reler os meus textos...
Me sinto em casa, dentro de mim, dentro do meu coração, onde as palavras escritas dizem tudo o que a minha boca não consegue transmitir.
Gosto de saber também que outras pessoas leem o que eu escrevo, pessoas que não me conhecem, mas que de alguma forma entendem perfeitamente o que eu estou sentindo (e mais que isso), sem me julgar!

Eu gosto mesmo!

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Saudades (Clarice Linspector)




Sinto saudades de tudo que marcou a minha vida.
Quando vejo retratos, quando sinto cheiros,
quando escuto uma voz, quando me lembro do passado,
eu sinto saudades...

Sinto saudades de amigos que nunca mais vi,
de pessoas com quem não mais falei ou cruzei...

Sinto saudades da minha infância,
do meu primeiro amor, do meu segundo, do terceiro,
do penúltimo e daqueles que ainda vou ter, se Deus quiser...

Sinto saudades do presente,
que não aproveitei de todo,
lembrando do passado
e apostando no futuro...

Sinto saudades do futuro,
que se idealizado,
provavelmente não será do jeito que eu penso que vai ser...

Sinto saudades de quem me deixou e de quem eu deixei!
De quem disse que viria
e nem apareceu;
de quem apareceu correndo,
sem me conhecer direito,
de quem nunca vou ter a oportunidade de conhecer.

Sinto saudades dos que se foram e de quem não me despedi direito!
Daqueles que não tiveram
como me dizer adeus;
de gente que passou na calçada contrária da minha vida
e que só enxerguei de vislumbre!

Sinto saudades de coisas que tive
e de outras que não tive
mas quis muito ter!

Sinto saudades de coisas
que nem sei se existiram.

Sinto saudades de coisas sérias,
de coisas hilariantes,
de casos, de experiências...

Sinto saudades do cachorrinho que eu tive um dia
e que me amava fielmente, como só os cães são capazes de fazer!

Sinto saudades dos livros que li e que me fizeram viajar!
Sinto saudades dos discos que ouvi e que me fizeram sonhar,

Sinto saudades das coisas que vivi
e das que deixei passar,
sem curtir na totalidade.

Quantas vezes tenho vontade de encontrar não sei o que...
não sei onde...
para resgatar alguma coisa que nem sei o que é e nem onde perdi...

Vejo o mundo girando e penso que poderia estar sentindo saudades
Em japonês, em russo,
em italiano, em inglês...
mas que minha saudade,
por eu ter nascido no Brasil,
só fala português, embora, lá no fundo, possa ser poliglota.

Aliás, dizem que costuma-se usar sempre a língua pátria,
espontaneamente quando estamos desesperados...
para contar dinheiro... fazer amor...
declarar sentimentos fortes...
seja lá em que lugar do mundo estejamos.

Eu acredito que um simples
"I miss you"
ou seja lá
como possamos traduzir saudade em outra língua,
nunca terá a mesma força e significado da nossa palavrinha.

Talvez não exprima corretamente
a imensa falta
que sentimos de coisas
ou pessoas queridas.

E é por isso que eu tenho mais saudades...
Porque encontrei uma palavra
para usar todas as vezes
em que sinto este aperto no peito,
meio nostálgico, meio gostoso,
mas que funciona melhor
do que um sinal vital
quando se quer falar de vida
e de sentimentos.

Ela é a prova inequívoca
de que somos sensíveis!
De que amamos muito
o que tivemos
e lamentamos as coisas boas
que perdemos ao longo da nossa existência...



segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012



...Estranho a gente não ter certeza se ama realmente uma pessoa, mas estranho ainda é saber que sem ela tudo se torna triste, vazio, nada tem a mesma graça. A presença dessa pessoa não satisfaz plenamente, mas a sua ausência... Ah! Essa aí ocupa todos os espaços, todos os pensamentos. E aí você fica se perguntando como vai ser quando acabar de vez, quando vocês não forem mais um casal.
Você vai sentir falta daquele beijo insosso, daquele abraço frio, daqueles gestos mecânicos, daquelas desculpas esfarrapadas, vai sentir falta até daquela camisa feia que ele tem... Vai ser assim mesmo.
Porque a gente não devia, mas a gente se acostuma com todas as coisas que o outro faz, mesmo que seja algo que não gostamos. Até isso nos fará falta quando a abstinência chegar, quando os dias forem de solidão.
Até que a gente se acostume com a falta do outro e essa falta seja substituída por outras coisas, a gente vai se perguntando será que é amor?





sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Cansada...


Ao abrir os olhos ela pensou: “Obrigada Deus por mais um dia que se inicia”... Junto com este pensamento veio uma lembrança antiga, coisas que ela preferia esquecer, mas não teve jeito, a lembrança estava ali. Por quê? Para quê?
Ficou tentando entender porque esta lembrança voltara a sua memória em plena manhã, que parecia tão tranquila e serena...
Essa lembrança lhe trazia outras lembranças e fatos sucessivos não tão agradáveis, sentia uma dorzinha apertar o peito. Se perguntou outra vez o porquê?
Bobagem tentar entender, talvez lembrar fizesse parte do processo de cura...
Ligou a TV e ficou mais alguns minutos deitada despertando por completo, deixando que o peso das responsabilidades, dos problemas e das preocupações ocupassem a sua cabeça e tirassem de vez aquelas lembranças que ela não pedira pra voltar.
Levantou-se e foi para o seu banho, tinha um dia inteiro pela frente, uma rotina para cumprir, ossos do ofício.
Sentia-se cansada, queria poder ficar invisível de tudo e de todos, queria esvaziar a cabeça e não pensar em nada. Estava realmente cansada de tentar acertar, de tentar apenas ser compreendida, amada ou quem sabe na maior de suas pretensões, ser feliz!
Era assim que se sentia, num misto de gratidão e cansaço. Gratidão por mais um dia de vida e cansaço por tantas coisas que pareciam sufocar-lhe o espírito e a vontade de continuar...

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Eu (por mim mesma)

De vez em quando, mas só de vez em quando eu as invejo, todas elas; as mulheres doces, as meigas, as delicadas, as boazinhas, as submissas, as pacientes, as que adoram serem mães, as que adoram serem esposas, as que adoram serem donas de casa, enfim, todas elas me causam admiração e porque não dizer, certa inveja (entendam: isso só acontece de vez em quando e passa rápido, graças a Deus!).
Mas de verdade? Eu não nasci pra isso, bom, pelo menos pra maioria dessas funções. Uma aqui e outra ali acho que dava pra encarar, mas outras... Nem pensar! Eu as repudio só de ouvir falar!
Sou bem um pouco ou toda inversa de tudo isso mesmo! Sou bem dura, pouco delicada, falo palavrões, não pouso de boazinha, sou teimosa, resmungona, mal humorada, enfim, bem intensa em tudo! Esse é o meu maior pecado, ser intensa...
Em mim nada é pela metade (8/80), são oitenta mesmo! Se gosto, gosto. Se confio, confio. Se amo, amo. Se odeio, odeio.
É tipo assim como pimenta, nem todo mundo gosta, nem todo mundo aguenta!
Quer saber? Se fosse diferente, não seria eu!


(Nasci pra ser cérebro ou coração, jamais pra apêndice!)







Quando não sei o que dizer eu me afasto, para não dizer coisas da qual eu possa me arrepender depois.
Passados alguns dias continuo sem saber o que dizer...
Mas aí junto com a ausência de palavras me vem à saudade!
Então, entre o que fazer e o que dizer, não faço nem digo nada...