"E eu não espero que me vejam por dentro, desejo apenas que não me julguem pelo que veem por fora." (Monalisa Macedo)

















terça-feira, 13 de maio de 2014

Espera


       Risco os dias no calendário como um prisioneiro conta os dias para a chegada da sua tão sonhada liberdade... Espero ansiosamente momentos de alegria, coisa rara de algum tempo para cá.  Sonho marcar no calendário com tinta reluzente "dia feliz". Dia este que marcará não só o calendário, mas toda a minha vida!

Espero...

Espero...

Te espero...


Antes de deitar ela ajoelhou e fez uma prece. Há dois dias chorava copiosamente. Lágrimas quentes e doídas. Sentimentos de perdas, complexo de inferioridade, mágoas, lembranças... Era tudo um mix de emoções que a perturbavam repentinamente.Coisas aparentemente superadas voltavam a assombrá-la com uma força avassaladora. Pediu paz. Pediu proteção. Mas acima de tudo desejava ser feliz.
Quando acalmou-se leu um pouco. O trecho do livro falava sobre perdão, tudo o que ela não conseguia fazer naquele momento, perdoar!
Deitou-se. No escuro cantou uma canção que estava evitando há algum tempo. Era a canção deles, lembrava momentos da história deles. Cantou mentalmente cada estrofe e depois adormeceu.
Ao dormir, sonhou com todos aqueles que a causavam dor, todos aqueles a quem ela não conseguia perdoar. Ao acordar, não pensou no sonho como um pesadelo, mas talvez como uma espécie de libertação...




(05/05/2014)

sábado, 3 de maio de 2014




Há exatos cinco minutos decidiu ser feliz. Não que já não fosse de alguma forma. Mas decidiu tomar consciência de que sua pressa não tinha sentido e que havia um condicionamento exaustivo para sentir-se sempre em falta. Decidiu ser feliz assim: se despedindo de alguns hábitos, pessoas, desocupando lugares que lhe davam a extrema sensação de estar na contramão da alegria. Sua infelicidade era composta por coisas simples, mas simbólicas: uma cama alheia convidativa, mas que esvaziava o seu espaço. Uma pessoa sedutora, mas que lhe roubava a individualidade e determinava seu estado de espírito. Sua consciência esclarecia a precisa carência em que vivia. A inanição de afetos: abandonou seu espaço de criação e o momento de solitute, os prediletos. Mas bateu um cansaço mental e físico tão absolutos que teve a sensação de que, se não decidisse ser feliz naqueles exatos cinco minutos, quando o seu corpo se sentisse realmente deitado e sua mente silenciasse, nunca mais sairia daquela posição, daquele estado. E era preciso continuar. Então, a felicidade começaria ali, com um simples repouso de tudo, de todos, de uma parcela de mundo. Naqueles exatos cinco minutos.

(Marla de Queiroz)

sábado, 19 de abril de 2014

Você não vai saber




Você não vai saber nada sobre mim porque eu não vou deixar. Aqueles que falarem de mim pra você dirão o supérfluo porque as pista que eu deixarei serão falsas... Mas talvez eu deixe você saber que eu estou bem, que eu me divirto com os amigos e que o sorriso está sempre vivo em meu rosto.
Se você insistir em procurar , verá fotos minhas espalhadas por aí e se continuar insistindo poderá ouvir coisas que talvez não vá gostar, porque a pessoa que você deixou para trás não existe mais. Ela se reinventou , se fortaleceu e descobriu que pode ser mais feliz assim.
A vida muda o jogo. Às vezes não tem segundo tempo e nem prorrogação, o placar final não pode ser alterado.
Como diz aquela canção: "nada do que foi será de novo do jeito que já foi um dia, tudo passa, tudo sempre passará..."
Pois é, passou.
Você passou!


sábado, 29 de março de 2014



Eu juro que estou tentando não me importar. Não sofrer, não chorar, não me incomodar.
Eu juro que estou tentando esquecer o vazio que ainda sinto em meu peito. A saudade que aperta de vez em quando ao olhar lugares e lembrar momentos que fui tão feliz.
Eu juro que estou tentando ser amiga da solidão que me espera todas as noites quando entro em meu quarto.
Eu juro que estou fazendo o possível para seguir em frente com a cabeça erguida e o orgulho de pé.
Eu juro que não estou fazendo planos pro futuro ao lado de alguém, porque alguém nesse momento talvez não seja a melhor solução...
Eu juro que estou bloqueando a minha mente para aquelas velhas canções, aquelas fotos, aquelas lembranças que insistem em me rodear.
Eu juro que estou me afastando de pessoas que insistem em não respeitar o meu espaço, o meu momento, a minha dor.
Eu juro que essa fase vai passar, e quando passar eu vou me sentir novinha em folha.
Eu juro que estou tentando, mas quando eu não mais conseguir evitar o inevitável... Eu juro que vou deixar me levar por todas as emoções que eu tenho tentando ignorar, eu vou deixar as lágrimas lavarem a minha alma, eu vou curtir a solidão que me espera, eu vou ouvir todas as nossas músicas, eu vou rever todas as nossas fotos até gastar todas as forças dentro de mim...
Depois vou me levantar e sair pra vida, e quem me ver assim jamais imaginará o que passei, o que sofri, o que chorei.

(Esse é o processo do desapego)

sábado, 22 de março de 2014

Você ficaria de pé?


Havia um professor de filosofia que era um ateu convicto. 

Sempre sua meta principal era tomar um semestre inteiro para provar que DEUS não existe. 

Os estudantes sempre tinham medo de argüi-lo por causa da sua lógica impecável. 

Por 20 anos ensinou e mostrou que jamais haveria alguém que ousasse contrariá-lo, embora, às vezes surgisse alguém que o tentasse, nunca o venciam. 

No final de todo semestre, no último dia, fazia a mesma pergunta à sua classe de 300 alunos: - Se há alguém aqui que ainda acredita em Jesus, que fique de pé! 

Em 20 anos ninguém ousou levantar-se. 

Sabiam o que o professor faria em seguida. 

Diria : - Porque qualquer um que acredita em Deus é um tolo! 

Se Deus existe impediria que este giz caísse ao chão e se quebrasse. 

Esta simples questão provaria que Ele existe, mas, não pode fazer isso! 

E todos os anos soltava o giz, que caia ao chão partindo-se em pedaços. 

E todos os estudantes apenas ficavam quietos, vendo a DEMONSTRAÇÃO. 

A maioria dos alunos pensavam que Deus poderia não existir. 

Certamente, havia alguns cristãos mas, todos tiveram muito medo de ficar de pé. 

Bem.... há alguns anos chegou a vez de um jovem cristão que tinha ouvido sobre a fama daquele professor.

O jovem estava com medo, mas, por 3 meses daquele semestre orou todas as manhãs, pedindo que tivesse coragem de se levantar, não importando o que o professor dissesse ou o que a classe pensasse. 

Nada do que dissessem abalaria sua fé... ao menos era seu desejo. 

Finalmente o dia chegou. 

O professor disse: - Se há alguém aqui que ainda acredita em Jesus, que fique de pé! 

O professor e os 300 alunos viram, atônitos, o rapaz levantar-se no fundo da sala. 

O professor gritou: - Você é um TOLO!!! 

Se Deus existe impedirá que este giz caia ao chão e se quebre! 

E começou a erguer o braço, quando soltou o giz, escorregou entre seus dedos, deslizou pela camisa, por uma das pernas da calça, correu sobre o sapato e ao tocar no chão simplesmente rolou, sem se quebrar. 

O queixo do professor caiu enquanto seu olhar, assustado, seguia o giz. 

Quando o giz parou de rolar levantou a cabeça... encarou o jovem e... saiu apressadamente da sala. 

O rapaz caminhou firmemente para a frente de seus colegas e, por meia hora, compartilhou sua fé em Jesus. 

Os 300 estudantes ouviram, silenciosamente, sobre o amor de Deus por todos e sobre seu poder através de Jesus. 

Muitas vezes passamos por situações em que acreditamos que "nosso giz" vai quebrar, mas Deus, com sua infinita sabedoria e poder faz o contrário, por isso, você tem duas opões: 

1 - Ignorar esta mensagem e esquecer a história ou, 
2 - Passar a seus amigos, cristãos e não cristãos, dando-lhes a coragem que precisamos todos os dias ao nos levantarmos. 

EU ESTOU DE PÉ!!! Alguém me acompanha???

sábado, 15 de março de 2014



"Todo casamento é uma dança:
complicada às vezes,
maravilhosa em outras.
Porém haverá momentos em que vocês dançarão
sobre cacos de vidro."


(do livro Dançando sobre cacos de vidro)

terça-feira, 11 de março de 2014

segunda-feira, 10 de março de 2014





“Esquece. Não vou atrás de ninguém. Não mais. Ontem eu quis desesperadamente a sua companhia lá naquele banco da praça, quis ficar ali com você a noite toda se pudesse. E quando fui embora pensei em te ligar, dizer pra voltar amanhã, vir me fazer sorrir. Mas não. Hoje eu acordei e pensei que seria melhor não, eu não quero me apegar em ninguém, não quero precisar de ninguém. Quero seguir livre, entende? Mesmo que isso me faça falta, alguém pra me prender um pouquinho. Vou me esquivar de todo sentimento bom que eu venha a sentir, não levar nada a sério mesmo. Ficar perto, abraçar de vez em quando, sentir saudade, gostar um pouquinho. Mas amar não, amar nunca, amar não serve pra mim. Prefiro assim.”


— Caio Fernando Abreu.