"E eu não espero que me vejam por dentro, desejo apenas que não me julguem pelo que veem por fora." (Monalisa Macedo)

















sábado, 20 de dezembro de 2014







Tem gente que diz: eu não sei fingir!
Mas já respondeu: está tudo bem!... Quando não estava.
Isso também é uma forma de fingir.

domingo, 7 de dezembro de 2014

O tal casal...


Um dia a gente vai se acostumar a pertencer a outro mundo.
Eu vou me acostumar a ser de outra pessoa. Ter outros amigos. E os amigos, aqueles em comum, também irão se acostumar a nos ver separados, cada qual com a sua nova pessoa e nem lembrarão que um dia já fomos um casal.
Um casal que brigava tanto, que não tinham nada haver um com o outro, mas que separados causam estranheza a quem tantas vezes os viram juntos...
Ando meio tensa de uns dias para cá, tenho lembrado o passado, não com saudades, mas com uma estranha sensação. Parece que foi ontem e, no entanto, já faz algum tempo.
Você pareceu tão meu ainda... Não que eu o queira, de modo algum! Estou grata por não te pertencer, por não fazer parte de algo que tanto me causava dor. Mas ainda assim, você parece voltar quando quer sem que eu peça ou permita, você simplesmente volta!
Quero outro mundo.
Quero novos amigos.
Quero novas escolhas.
Quero novos momentos.
E que tudo isso me leve para outro plano onde você não exista.
Onde as lembranças não me alcancem, onde o amor é perfeito e verdadeiro, coisas estas, nunca experimentadas ao seu lado.
Acho que posso ser mais e ter mais, muito mais, longe de você e de tudo àquilo que você não me deu, nem me prometeu...

domingo, 9 de novembro de 2014

sábado, 1 de novembro de 2014

Sem garantias

Garantias? A vida não te dá nenhuma! Ou você arrisca tudo, ou terá que conviver com arrependimentos. Arrependimentos que te farão sentir-se cada vez menor diante do tempo que passou, do tempo que corre no relógio e do tempo futuro, este, sobre o qual você não terá nenhum controle.

É, viver parece meio ingrato, às vezes complicado, mas, acima de tudo, uma aventura que deve ser encarada de frente. Sem medo.

Viver sem responsabilidades? Jamais! Sugiro que você viva bem. Fazendo o que gosta. Com quem gosta. Tome banho de chuva. Tire aquele cochilo depois do almoço. Ouça várias vezes a mesma música. Escreva cartas. Ligue para alguém que você não fala há anos, mas que um dia já foi importante na sua vida. Leia bons livros. Assista bons filmes. Viaje...

Parece simples né? Mas quantas dessas coisas podemos ou temos realmente tempo para fazer?

É contra o tempo que corremos. É contra o tempo que lutamos. E é para o tempo que perdemos... Perdemos a oportunidade de apreciarmos o simples, de observar os detalhes. A vida não nos dá uma receita. Teremos que arriscar, sempre!

Mas se pudéssemos escolher, ou se tivéssemos garantias, talvez a escolha seria esta, controlar o tempo!

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

O que você quer levar da vida?



Os ponteiros acusam: a hora escorre pelos dedos. A terra gira mais rápido. As folhinhas do calendário viram depressa demais. Quando percebemos, no meio do caos que nos rodeia, estamos com um plano inacabado,com a ansiedade no colo e uma lista interminável de insatisfação nas mãos.

O resultado? Ansiedade! E uma aflição no peito que não nos deixa parar... Queremos ser mais rápidos. Mais produtivos. Mais felizes. Mais jovens. Mais conectados. Queremos ser mais sempre!!!

A verdade é que não há nada de errado em se aperfeiçoar, muito menos em querer ser melhor. A vontade vira problema quando nos tornamos vítimas da nossa própria pressa. E a ansiedade, ao invés de mola, se torna fardo diário na vida da gente. Estou errada?

Creio que não. Tudo ficou “fast”, gostando ou não do termo. O novo se torna obsoleto em questão de meses. Surgem versões atrás de versões, “upgrades” diários, tanta novidade que a memória não consegue lembrar o número do nosso próprio telefone.

E a gente passa a vida correndo. Calculando. Somando. Tentando... Esquecendo que, no fundo, a vida é um grande clichê e as coisas que, realmente, fazem diferença são muito simples.

Anos atrás, conheci um vendedor de picolé na praia enquanto ele fazia seu habitual trajeto de venda. O dia estava lindo, o mar tinha uma cor verde-esmeralda incrível e ele perguntou, bem de repente, enquanto eu admirava a paisagem:

– Menina, no fim, o que a gente leva dessa vida?

Fiquei sem saber o que responder, afinal não estava preparada para uma pergunta daquelas. E ele mesmo respondeu, com aquele ar de quem está apenas pensando alto:

– É, a gente só leva lembranças...

Pronto! Dez anos de terapia poupados. Não quero levar dessa vida uma lembrança que inclui cara feia, trânsito infernal, buzina, palavrão, correria e uma pressa desvairada.

Não, não quero. Não quero faltar aniversários, encontros com amigos, esquecer abraços, me faltar como pessoa por pura ausência de tempo.Quero levar como lembrança todas as coisas simples que eu considero essenciais: amores, risos, beijos, abraços, alegrias, realizações, palavras. E aquele sentimento de que não vivemos e, sim, desfrutamos a vida. É... E para desfrutá-la não pode existir pressa.


Autora: Fernanda Mello

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Tenho me proposto mudar e ser diferente, mas ao término de cada dia, sinto-me cada vez mais igual...

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

"...estamos sempre vivendo na expectativa de coisas melhores, enquanto, ao mesmo tempo, comumente nos arrependemos e desejamos aquilo que pertence ao passado."